Centenário de Ariano Suassuna

ARIANO SUASSUNA DOS 95 AOS 100

Bibliografia do mestre

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Ariano Suassuna não foi apenas um escritor, dramaturgo e professor. Ele foi um arquiteto de sonhos, um defensor incansável da cultura brasileira e um mestre na arte de contar histórias. Criador do Movimento Armorial, sua obra e seu pensamento são marcos da identidade nacional. Sua missão foi clara: preservar e exaltar a riqueza do Brasil profundo, da cultura popular ao imaginário medieval nordestino.

A seguir, percorremos sua vida em uma jornada épica, onde realidade e ficção se entrelaçam como nos versos de um cordel.

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Nasce um contador de histórias

📍 16 de junho de 1927 – Ariano Vilar Suassuna nasce em Nossa Senhora das Neves (hoje João Pessoa, Paraíba), filho de João Suassuna e Rita de Cássia Dantas Villar.

Ariano cresce ouvindo histórias, rodeado pelo folclore nordestino, pelas cantorias de viola e pela literatura de cordel. Sua infância, porém, é marcada por uma tragédia: em 1930, seu pai é assassinado por razões políticas após a Revolução de 1930. O impacto dessa perda molda profundamente sua visão sobre o Brasil e a justiça social.

Após a morte do pai, sua família se muda para Taperoá, no sertão paraibano. Lá, Ariano entra em contato com as tradições populares e assiste, pela primeira vez, a uma peça de mamulengo, o teatro de bonecos nordestino, experiência que marcaria toda sua obra.

📍 1942 – Muda-se para Recife, onde inicia os estudos no Ginásio Pernambucano e se apaixona pela literatura clássica e medieval.

📍 1945 – Entra na Faculdade de Direito do Recife, mas é a literatura que rouba sua atenção.

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As primeiras peças e o nascimento de um mestre

📍 1947 – Publica sua primeira peça teatral, “Uma Mulher Vestida de Sol”, que já traz os elementos fundamentais de sua escrita: humor, religiosidade e crítica social.

📍 1955 – Surge “O Auto da Compadecida”, sua obra-prima e um dos textos mais importantes da dramaturgia brasileira. Misturando elementos do cordel, do teatro popular e da tradição barroca, a peça se torna um marco.

📍 1956-1959 – Seguem-se outras peças importantes, como “O Santo e a Porca” (1957) e “A Pena e a Lei” (1959), consolidando Ariano como um dos maiores dramaturgos do país.

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O defensor da identidade cultural brasileira

📍 1969 – Funda o Movimento Armorial, que propõe a valorização da cultura popular nordestina e sua fusão com elementos eruditos, resgatando a essência da arte brasileira em todas as suas formas: teatro, música, pintura e literatura.

📍 1971 – Publica “Romance d’A Pedra do Reino”, um épico moderno que mistura ficção e história, sendo considerado um dos grandes romances da literatura nacional.

📍 1975 – Escreve “História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão”, continuação de “A Pedra do Reino”.

📍 1980 – Torna-se professor da Universidade Federal de Pernambuco, onde passa a realizar suas famosas Aulas-Espetáculo, misturando literatura, teatro e um humor irresistível.

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📍 1990 – Torna-se membro da Academia Brasileira de Letras, consolidando seu status de ícone da cultura nacional.

📍 2000 – “O Auto da Compadecida” ganha uma adaptação para o cinema, dirigida por Guel Arraes, tornando-se um dos filmes mais populares do Brasil.

Ariano Suassuna é aclamado como um dos maiores escritores e pensadores brasileiros de todos os tempos.

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📍 2002 – Ariano torna-se Secretário de Cultura de Pernambuco e continua sua missão de difundir o Movimento Armorial.

📍 2012 – Lança sua última peça, “As Conchambranças de Quaderna”, uma reflexão bem-humorada sobre a identidade nacional.

📍 2014 – Falece em 23 de julho de 2014, deixando um legado eterno para a cultura brasileira.

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Ariano Suassuna foi muito mais do que um escritor: foi um defensor incansável da cultura brasileira.

🌟 Influenciou gerações com sua visão sobre o Brasil e sua luta contra a descaracterização da nossa identidade cultural.
🌟 Criou um dos movimentos artísticos mais originais do país, o Movimento Armorial.
🌟 Deixou obras que atravessam o tempo, sempre atuais, sempre vivas.

Sua voz ressoa em cada riso de Chicó e João Grilo, em cada nota de rabeca, em cada xilogravura que estampa o sertão.

E, como todo grande contador de histórias, ele se foi, mas sua lenda continua.

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🎭 Era contra estrangeirismos – Ele se recusava a falar palavras como “shopping” ou “fast-food”. Preferia “centro de compras” e “alimento ligeiro”.

📖 Não usava computador – Escrevia tudo à mão ou em sua máquina de escrever Olivetti.

😂 Tinha um humor afiado – Em suas aulas-espetáculo, fazia o público rir enquanto ensinava literatura, história e filosofia.

🎨 Queria ser pintor – Além de escritor, desenhava e pintava em estilo armorial.